cada momento uma música, cada música um título, cada título um post...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Não tenha medo...

É amanhã.

Consegui uma bolsa de estudos e amanhã minha vida começará a mudar. Não é a primeira vez que passo por isso, por esse calafrio, e só espero não cometer os mesmos erros de outras vezes.

Eu estudava em uma universidade federal. Por duas vezes, em dois cursos diferentes, me deixei exaurir por problemas menores, distrações. Quase terminei os dois cursos, mas quase agora não significa nada. Pelo menos até o momento em que eu souber se consigo aproveitar algumas disciplinas ou não.

E além de tudo a pressão é sempre muito grande. "Esse você termina, não" ou "Última chance, hein, garota!" são coisas que eu vou ter que me conformar em ouvir durante algum tempo. E vou ter que me acostumar a deixar de lado os detalhes, as vontades, pra me concentrar nesse objetivo relativamente simples: me graduar.

Coisa ridícula pra muita gente, eu sei, mas metas a longo prazo nunca foram meu forte. Pra dizer a verdade essas sempre passaram muito ao largo. E eu nunca fiz muito pra perseguí-las.

E então será amanhã. A largada.


Ouvindo: Stop Crying Your Heart Out - Oasis

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Perdidíssima.

Três anos de relacionamento me engoliram e eu não sei como sair deles, ou como sair deles. Nem mesmo como eu serei quando não estiver mais envolta nessa névoa de quereres, de decepções, de toalhas molhadas em cima da cama.

Não sei se terei forças. Porque durante tanto tempo eu me vi dependendo dela, do perfume de seu cabelo no travesseiro pela manhã. E mesmo assim ainda não sei se é hora de dizer adeus, lhe desejar o melhor. O que eu não puder dar.

Vou sentir saudades. Vou sentir o gosto acre de sua falta, vou procurar seu rosto pelo apartamento. Vou enlouquecer nesse novo mundo silencioso e inteiramente meu.

A idéia de deixar tanta coisa pra trás me assusta demais. A sensação de perda se espalha, sinto meu passado sendo apagado e as cores drenadas de mim. Sinto meu mapa se dissolvendo, meus portos se fechando.

Perdidíssima, sim. Desequilibrando aqui e ali, entre as minas plantadas por esse quarto, mas ainda inteira, ainda com a perspectiva de que as coisas sem solução ainda são as que mais me atraem. E continuo. Nao sei para onde.

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Now playing: 06 Please Sister
via FoxyTunes

Até mais.

Eu tenho uma amiga. Amiga de muito tempo, de bater papo em msn, desse papo rolar solto, e de a gente fazer algumas bobagens altamente não pronunciáveis, algumas vezes. A gente desaparece uma da outra e volta de repente, passamos meses sem nos falar e de repente aquele número conhecido aparece na tela do celular. Há cerca de duas semanas isso aconteceu novamente. E a distãncia desapareceu como sempre faz. Pizza, suco de uva, coca-cola, sorrisos, novidades, pequenos segredos, reclamações do fatídico período de matrícula na faculdade. Que saudade eu vou sentir dessa hora e meia perto de você...

Mas a gente sempre volta a se ver.

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Now playing: Foo Fighters - See You
via FoxyTunes

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

De uma viagem à Vitória:

Circulo em mim o profano e o misógino
O desânimo nato e a falta de crença
Circula a não-esperança e a fatalidade
O perfume agridoce e a tristeza

Vontades em copos pratos, lençóis
Aprisionadas em tantos pequenos objetos
Disfarçadas pelas calçadas
E quanto ao amor, esse não há
Não há nomes entre eu e você, eu e eu mesma, eu e outra.

Calce as botas e venha ao lodo e à lama
Meus pensamentos te aguardam
venha à meus cebelos cacheados, minha inconstância
Veja se te bastam

sábado, 24 de janeiro de 2009

Death Cab For Cutie - Soul Meets Body

Sábado.
Dia perfeito pra ficar enfurnada no quarto reclamando da vida. E cá estou.

O apartamento está fora de ordem, e eu estou sem vontades. Elas se esvaem há tempos e eu só queria ser outra pessoa. Tento ligar para um de meus poucos amigos mas o impulso anti-social me detém. Tem que haver outra coisa pra se fazer. Além de se ouvir a voz de outro ser humano.

Me afogo em Deathcab for Cutie. A música abre ainda mais as feridas que a voz dela traçou em mim.O gelo que se espalha pela pele quanto o numero conhecido aparece no telefone me mata tão lenta e prazerosamente, que dificilmente eu me lembraria de uma sensação recente mais agradável que a dos meus pensamentos sendo derretidos pelo susto de seu "olá" ao meu ouvido.

Não quero sair de casa. Não hoje, nem amanhã. Tão pouca coisa lá fora me importa. Tão poucas coisas me importaram desde sempre e até essa noite. A desistência que povoa meus atos pode explicar a distância de hoje. Aquele telefonema. E é só o que eu preciso hoje. Nesse Sábado.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Dia complicado no trabalho.

O tempo simplesmente nao passava.

E quando chego em casa, pequenas supresas, travesseiros novos, chocolate e muitos beijos

Dia perfeito...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Come Home - Placebo

É bem complicado começar do nada.


Uma carta, um conto, uma nova ação, qualquer coisa na qual resida a ausencia de comparações. " Estou no melhor caminho? Estou dramaticamente errada e perdida e não necessariamente nesta mesma ordem?" Isso passa pela minha cabeça a cada dois segundos e pessoalmente eu não sou das pessoas mais indicadas à tarefa de abrir caminhos. Me parece que se ele duram algum tempo é porque já são naturalmente tortos.


Foi por esse motivo que eu decidi nao apagar tudo do mapa e permanecer com esse espaço em lugar de, talvez, começar um novo.Eu sempre tive o terrivel hábito de deixar tudo para trás de tempos em tempos e finalmente percebi que nem sempre isso é saudável, embora invariavelmente o ato de "apagar" o passado deixe mais marcas do que eu já pude conceber um dia.


Portanto, estou voltando. A necessidade por expressão grita e o silêncio nessas horas serve de nada. Um ano depois de escrever aqui pela última vez estou mais velha, um pouquinho mais madura e certamente mais segura e feliz* (o que é isso?*).


Estou aqui. nao vou a lugar algum.